Wana Química

Complexo Industrial São Francisco constrói a química do futuro

20/12/2017 - 10:12

Grupo Solvay comemora 75 anos de implantação do Complexo Industrial São Francisco e os 10 anos da instalação da primeira unidade de abatimento de gás de efeito estufa

O Grupo Solvay realizou um evento, no dia 14 de dezembro, para comemorar os 75 anos de atividades da empresa em Paulínia (SP), e também os 10 anos de implantação da unidade industrial de abatimento de gás de efeito estufa, um dos maiores projetos mundiais já realizados por uma empresa no escopo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, do Protocolo de Kyoto.

O evento ocorreu no próprio conjunto químico, onde foi realizada uma importante transformação, com o objetivo de posicioná-lo como uma plataforma industrial voltada à sustentabilidade e inovação, impulsionando seu crescimento em sintonia com a química verde. Para simbolizar essa mudança, o conjunto químico ganhou uma nova identidade, passou a se chamar Complexo Industrial São Francisco, nome que remete à suas origens como Fazenda São Francisco, adquirida pela empresa em 1942.

Na ocasião, o presidente do Grupo Solvay na América Latina, José Matias, apresentou detalhes da transformação realizada no conjunto industrial e também falou sobre os investimentos que estão sendo realizados pela empresa. “O mais recente investimento, da ordem de R$ 30 milhões, será destinado à duplicação da capacidade de produção do solvente sustentável Augeo, derivado de fonte renovável, para diversas aplicações em tintas e vernizes, couro, madeira e em produtos para limpeza doméstica e aromatizantes de ambientes. Produzimos cerca de 6 mil toneladas por ano de solventes oxigenados derivados de glicerina e estamos duplicando essa capacidade. A expectativa de lançamento deste projeto é para o terceiro trimestre de 2018.”

Além disso, a empresa iniciou a produção de sílica de alto desempenho (HDS, na sigla em inglês) para aplicação nos chamados pneus verdes, que reduzem o consumo de combustíveis e de emissões de CO2, e está definindo um projeto de bioenergia que envolverá a conversão das caldeiras a gás para biomassa.

O diretor da Solvay Energy Services na América Latina, Sérgio D’Amore, realizou uma apresentação especial sobre a unidade de abatimento de gás de efeito estufa instalada em Paulínia (SP), cuja operação ininterrupta tem dado uma contribuição relevante para o cumprimento das metas de redução de emissões de carbono do Brasil. O total de gás de efeito estufa abatido por essa unidade da Solvay é equivalente a se retirar de circulação uma frota de um milhão de veículos por ano.

De acordo com seu compromisso com a sustentabilidade, o Grupo Solvay mantém há 10 anos em Paulínia uma unidade de abatimento de gás de efeito estufa, cuja operação ininterrupta tem dado uma contribuição relevante para o cumprimento das metas de redução de emissões de carbono do Brasil. O total de gás de efeito estufa abatido por essa unidade da Solvay é equivalente a se retirar de circulação uma frota de um milhão de veículos por ano.

No Centro de Pesquisas e Inovação, instalado dentro do conjunto, a empresa colocou em operação o Laboratório de Biotecnologia Industrial, que tem como foco exclusivo a pesquisa de novas moléculas obtidas a partir de biomassa e sua transformação em produtos inovadores e sustentáveis. “São iniciativas e investimentos que mostram a estratégia que estabelecemos para Paulínia: impulsionar o seu crescimento e fazê-lo em sintonia com a química sustentável”, afirma Matias.

Complexo Industrial

Adquirida em dezembro de 1942 pela Rhodia, que desde 2011 pertence ao Grupo Solvay, a fazenda foi utilizada inicialmente como área de plantação de cana-de-açúcar para produção de álcool usado na fábrica química da empresa em Santo André (SP). Em 1958, teve início a produção de solventes oxigenados a partir do etanol, que foi a primeira unidade industrial de produtos químicos daquele conjunto. Ao longo das décadas, o conjunto industrial se expandiu com uma dezena de unidades de produção da Solvay (fenol e derivados, solventes oxigenados, sílicas precipitadas, intermediários químicos, intermediários de poliamida), além de ter sido aberto à presença de outras empresas renomadas do setor químico e agroquímico.

Atualmente, o conjunto industrial produz milhares de toneladas de produtos químicos por ano, além de sediar o Centro de Pesquisa e Inovação de Paulínia, um dos polos globais de Pesquisa e Inovação do Grupo, e também um Centro de Engenharia. Operando num sistema de plataforma industrial, como um condomínio, o complexo de Paulínia tem atraído novas empresas que se instalam nesse condomínio industrial, beneficiando-se da infraestrutura proporcionada pela Solvay.

O Complexo Industrial São Francisco é um exemplo de valorização e preservação do meio ambiente. Certificado pela norma ISO 14000, um dos sistemas mundiais mais rigorosos de gestão em Responsible Care, possui uma série de projetos ambientais e também mantém em patamares de excelência os indicadores de segurança industrial e higiene ocupacional. Respeitada por sua transparência no relacionamento com a comunidade, a unidade de Paulínia também se destaca pelo seu compromisso em contribuir para o seu desenvolvimento por meio de projetos sociais como o Alquimia Jovem.

A nova identidade como Complexo Industrial São Francisco tem duplo objetivo. De um lado, permite comunicar mais claramente ao público externo o que existe em Paulínia. “Embora seja conhecido como ‘site da Rhodia’, o que temos é um complexo que abriga não apenas as unidades da Solvay, mas as de várias outras empresas ali instaladas. A denominação ‘complexo industrial’ ajuda a identificar melhor quem são essas empresas, as atividades de cada uma e suas responsabilidades”, afirma Matias.

O segundo objetivo da nova identidade é atrair outras empresas para o complexo, particularmente indústrias e startups (empresas em início de atividade) alinhadas com o conceito de química verde. Hoje, do total da área de 15 milhões de metros quadrados do site, apenas 1 milhão é ocupado pelas unidades industriais da Solvay e das demais empresas. Outros 2 milhões são área de preservação. “Além de disponibilidade de área, temos uma plataforma de utilidades, manutenção, serviços de laboratório, restaurante, transporte, etc., ou seja, uma importante estrutura de apoio para receber outras companhias”, observa Matias.

Para marcar esses novos movimentos, foi desenvolvido um logo para o Complexo Industrial São Francisco. Ele traz a imagem de uma folha verde, simbolizando a sustentabilidade, e uma base preta, que traduz a solidez do site. A nova identidade visual já está presente em totens na portaria principal e na entrada de caminhões (incluindo os nomes de todas as empresas do complexo) e em algumas placas de sinalização. Em resumo, o que a nova identidade visual indica é que ali se constrói a química do futuro.

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